terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Depois a gente manda matar a pessoa acha ruim.

Pekka: "Ai amor, que bom que você está aqui comigo, é horrível ficar aqui na Finlândia sozinho."
Joice: (Silêncio profundo).


Ps: Em um mês ele está em Bangladesh.
Ps2: Eu näo.

se fodendo no estrangeiro.

As coisas por aqui não estão nada fáceis, nada. É a vida, o que se há de fazer?
Como diria Marcelo: "Maldito livre arbítrio".

"Mesmo com o nada feito, com a sala escura
Com um nó no peito, com a cara dura
Não tem mais jeito, a gente não tem cura
Mesmo com o todavia, com todo dia
Com todo ia, todo não ia
A gente vai levando, a gente vai levando, a gente vai levando
A gente vai levando essa guia"

E dá-lhe Chico!

sábado, 25 de dezembro de 2010

Aqui nóis sofre e não goza.

Pois bem, depois da epopéia no aeroporto de Guarulhos (Menino, obrigada pela companhia) cheguei em Milão, claro que não foi tranquilo. Como sempre, tem que acontecer alguma coisa para me foder (não tocarei no assunto, mas juro que eu quero que a TAM exploda). Enfim, dezesseis horas depois estava em Helsinki. Desembarquei, 1:43 hora de espera para conseguir pegar a minha mala congelada e lá fui feliz encontrar Pekka que deveria estar me esperando... deveria. Esperei, esperei e depois de algumas ligações com gritos histéricos e ameaças de morte ele chega, bêbado. Não vou reclamar, eu sempre soube onde estava amarrando meu burro. Cheguei ao nosso apartamento morta de fome, claro não tinha um pão velho pra comer, ele foi ao supermercado e só lembrou de comprar whisky. O que eu queria? comidas e bebidas? muita coisa para lembrar. Pô, nenhuma cervejinha! O jeito foi beber o que restou da garrafa e tentar dormir feliz pensando que poderia ser pior. Poderia?

 Acordamos bem cedo e pegamos o avião para Kuopio, antes desembarcar ouvimos a notícia do comandante: "kuopio  -33 graus". A única coisa que pensei foi: "Phodeu!". Como é que uma pessoa pode sobreviver a trinta graus abaixo de zero? como?
Minhas mãos ficam dormentes a ponto de eu não conseguir apertar o interfone.
Enfim, chega de detalhes "tão legais", o lance é que estou trancada na casa da minha sogra há dois dias sem cerveja, sem cigarros (porque perto dela ninguém bebe nem fuma, nem... eita povo bão!), sem... grandes emoções. Daria meu rim  por uma cerveja gelada, uma fugidinha e um cigarro, poderia até ser Derby!
Então é natal.

Ei, Papai-noel! vai se foder.